segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

protetor

OXAGUIÃ Exê êêê Oxaguiã era o filho de Oxalufã. Ele nasceu em Ifé, bem antes de seu pai tornar-se o rei de Ifan. Oxaguiã, valente guerreiro, desejou, por sua vez, conquistar um reino. Partiu, acompanhado de seu amigo Awoledjê. Oxaguiã não tinha ainda este nome. Chegou num lugar chamado Ejigbô e aí tornou-se Elejigbô (Rei de Ejigbô). Oxaguiã tinha uma grande paixão por inhame pilado, comida que os iorubás chamam iyan. Elejigbô comia deste iyan a todo momento; comia de manhã, ao meio-dia e depois da sesta; comia no jantar e até mesmo durante a noite, se sentisse fazio seu estômago! Ele recusava qualquer outra comida, era sempre iyan que devia ser-lhe servido. Chegou ao ponto de inventar o pilão para que fosse preparado seu prato predileto! Impressionados pela sua mania, os outros orixás deram-lhe um cognome: Oxaguiã, que significa "Orixá-comedor-de-inhame-pilado", e assim passou a ser chamado. Awoledjê, seu companheiro, era babalaô, um grande advinho, que o aconselhava no que devia ou não fazer. Certa ocasião, Awoledjê aconselhou a Oxaguiã oferecer: dois ratos de tamanho médio; dois peixes, que nadassem majestosamente; duas galinhas, cujo fígado fosse bem grande; duas cabras, cujo leite fosse abundante; duas cestas de caramujos e muitos panos brancos. Disse-lhe, ainda, que se ele seguisse seus conselhos, Ejigbô, que era então um pequeno vilarejo dentro da floresta, tornar-se-ia, muito em breve, uma cidade grande e poderosa e povoada de muitos habitantes. Depois disso Awoledjê partiu em viagem a outros lugares. Ejigbô tornou-se uma grande cidade, como previra Awoledjê. Ela era arrodeada de muralhas com fossos profundos, as portas fortificadas e guardas armados vigiavam suas entradas e saídas. Havia um grande mercado, em frente ao palácio, que atraía, de muito longe, compradores e vendedores de mercadorias e escravos. Elejigbô vivia com pompa entre suas mulheres e servidores. Músicos cantavam seus louvores. Quando falava-se dele, não se usava seu nome jamais, pois seria falta de respeito. Era a expressão Kabiyesi, isto é, Sua Majestade, que deveria ser empregada. Ao cabo de alguns anos, Awoledjê voltou. Ele desconhecia, ainda, o novo esplendor de seu amigo. Chegando diante dos guardas, na entrada do palácio, Awoledjê pediu, familiarmente, notícias do "Comedor-de-inhame-pilado". Chocados pela insolência do forasteiro, os guardas gritaram: "Que ultraje falar desta maneira de Kabiyesi! Que impertinência! Que falta de respeito!" E caíram sobre ele dando-lhe pauladas e cruelmente jogaram-no na cadeia. Awoledjê, mortificado pelos maus tratos, decidiu vingar-se, utilizando sua magia. Durante sete anos a chuva não caiu sobre Ejigbô, as mulheres não tiveram mais filhos e os cavalos do rei não tinham pasto. Elejigbô, desesperado, consultou um babalaô para remediar esta triste situação. "Kabiyesi, toda esta infelicidade é consequência da injusta prisão de um dos meus confrades! É preciso soltá-lo, Kabiyesi! É preciso obter o seu perdão!" Awoledjê foi solto e, cheio de ressentimento, foi-se esconder no fundo da mata. Elejigbô, apesar de rei tão importante, teve que ir suplicar-lhe que esquecesse os maus tratos sofridos e o perdoasse. "Muito bem! - respondeu-lhe. Eu permito que a chuva caia de novo, Oxaguiã, mas tem uma condição: Cada ano, por ocasião de sua festa, será necessário que você envie muita gente à floresta, cortar trezentos feixes de varetas. Os habitantes de Ejigbô, divididos em dois campos, deverão golpear-se, uns aos outros, até que estas varetas estejam gastas ou quebrem-se". Desde então, todos os anos, no fim da sêca, os habitantes de dois bairros de Ejigbô, aqueles de Ixalê Oxolô e aqueles de Okê Mapô, batem-se todo um dia, em sinal de contrição e na esperança de verem, novamente, a chuva cair. A lembrança deste costume conservou-se através dos tempos e permanece viva, tanbém, na Bahia. Por ocasião das cerimônias em louvor a Oxaguiã, as pessoas batem-se umas nas outras, com leves golpes de vareta... e recebem, em seguida, uma porção de inhame pilado, enquanto Oxaguiã vem dançar com energia, trazendo uma mão de pilão, símbolo das preferências gastronômicas do Orixá "Comedor-de-inhame-pilado." Exê ê! Baba Exê ê!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

DESTAQUE DO MÊS

ALUNOS DESTAQUE DO MÊS FEVEREIRO... ALUNO CAMARÃO PARABENS.

VADEIA MUNDO VADEIA

de 10 a 13 de abril, vadeia mundo vadeia gent- belgica

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

CARTAZ PROJETO CASA DE PALHA

RODA POR DO SOL LAGOA DO ABAETÉ

RODA POR DO SOL GINGA MUNDO-ITAPOAN
DATA 07-02-2009
ESTEVE PRESENTES GUPOS VISITANTES: MUNDO CAPOEIRA, JEQUITIBÁ,OFICINA, CAPOEIRA LUANDA,GLOBO CAPOEIRA.
LOCAL :LAGOA DO ABAETÉ ( ITAPOAN)
ORGANIZAÇÃO:INSTRUTOR TUCANO

sábado, 1 de novembro de 2008

RECICLAGEM COM GARRAFA PETY...

OS ALUNOS DO PROJETO EM MAIS UMA OFICINA DE REAPROVEITAMENTO DE LIXO, DESTA VEZ COM GARRAFA PETY, MINISTRADA POR O ALUNO RODRIGO( PICA-PAU). OBRIGADO MEU PRIMO PELA PARCERIA .

domingo, 1 de junho de 2008

PRIMEIRA RODA DO PROJETO CASA DE PALHA

PRIMEIRA RODA DO PROJETO CASA DE PALHA , TENDO PRESENTE O PROFESSOR CRISTAL,,,

roda do projeto casa de palha


aconteceu no sábado 30 -5-08 a primeira roda do projeto casa de palha em itapoan,no fim de linha do abaeté,local onde é desenvolvido as aulas com a coordenação do instrutor tucano.

teve presente O professor cristal onde é responsável pelo projeto CAPOEIRA ME CHAMA q é desenvolvido em brotas,e tanbem integrantes da associação vadiação capoeira agradeço a todos a sua participação onde contrubuiram no aprendizado de crianças q hoje é o futuro da nossa capoeira .

domingo, 18 de maio de 2008

GINGA MUNDO TRAZ AULAS DE CAPOEIRA PARA TODAS AS IDADE EM ITAPOAN .RESPONSÁVEL. INSTRUTOR TUCANO.

sábado, 17 de maio de 2008